Aqui vou expor fatos corriqueiros de meu dia a dia.
Notícias e textos de cunho religioso.
Espero que algum destes possa de alguma forma lhe ajudar. Ou pelo menos, auxiliar em boas gargalhadas.
Polícia enfrenta manifestantes em uma rua próxima ao Maracanã. Incidentes ocorreram entre manifestantes e a polícia na tarde deste domi...
segunda-feira, 17 de junho de 2013
Evangelho do dia 17/06/2013
"Olho por olho?" Não!
Mt 5,38-42
“Ouvistes que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente!’ Ora, eu vos digo: não ofereçais resistência ao malvado! Pelo contrário, se alguém te bater na face direita, oferece-lhe também a esquerda! Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! Se alguém te forçar a acompanhá-lo por um quilômetro, caminha dois com ele! Dá a quem te pedir, e não vires as costas a quem te pede emprestado.”
Oração
Pai, não permitas que a violência tome conta do meu coração; antes, torna-me capaz de responder, com gestos de amor, a quem me faz o mal.
Comentários
Não pagar o mal com o mal. Não responder à violência com violência.
Trata-se, nesta quinta antítese, da superação da “lei do talião” (do latim, talis = tal): reparação exigida do criminoso que devia ser proporcional ao mal que ele causou.
Esta antítese exemplifica, uma vez mais, a bem-aventurança da misericórdia, da operatividade da paz, da capacidade de perdão. A lei do talião visava pôr limites à sede de vingança do ser humano, impondo ao agressor o mesmo tratamento que ele tinha dado à vítima (cf. Ex 21,24; Lv 24,20; Dt 19,21). “Não resistir ao malvado” significa não fazer frente a ele, não pagar com a mesma moeda, não pagar o mal com o mal. Não responder à violência com violência.
Carlos Alberto Contieri, sj
Comentário do Evangelho
A VIOLÊNCIA SUPERADA
O discípulo do Reino não pode contentar-se com a prática de retribuir olho por olho e dente por dente. Ele se caracteriza pela capacidade de, com firmeza, quebrar a espiral de violência através de atitudes chocantes, até mesmo, para seu agressor. Não é fácil imaginar alguém oferecendo a face esquerda para ser esbofeteada quando já se recebeu um bofetão na direita. Do mesmo modo, alguém que pretenda extorquir uma túnica, em juízo, e ver o lesado oferecer-lhe também o manto. Ou, então, quem é obrigado a fazer companhia a alguém, numa longa caminhada, para protegê-lo dos assaltos, mostrar-se disposto a caminhar o dobro.
Estas atitudes são, à primeira vista, insensatas e injustificáveis. Mas, são normas de conduta para o discípulo. Que finalidade teriam? Jesus não estava pregando uma espiritualidade da humilhação e do sofrimento. Não lhe interessava ver o discípulo humilhado. O gesto proposto visava converter o agressor para o Reino. Mostrar-lhe que é possível viver sem violência. Abrir-lhe os olhos para a possibilidade de se relacionar com o próximo sem transformá-lo em objeto de seu ódio e estabelecer relações verdadeiramente fraternas e amistosas. A não-violência do discípulo do Reino, portanto, é vivida de forma positiva e construtiva. O Reino vai se construindo onde a violência dá lugar ao amor.
Oração
Senhor Jesus, dá-me força para quebrar a espiral da violência e transformar o ódio em amor.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
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