Aqui vou expor fatos corriqueiros de meu dia a dia.
Notícias e textos de cunho religioso.
Espero que algum destes possa de alguma forma lhe ajudar. Ou pelo menos, auxiliar em boas gargalhadas.
Atlético reverteu e ampliou a vantagem que era do Cruzeiro. Agora pode até perder que fica com o caneco
No primeiro jogo da final do Campeonato Mineiro, o Atlético deu um show em campo e deu um passo importante para a conquista do título ao golear, no Estádio Independência, o arquirrival Cruzeiro por 3 a 0. Os atacantes Jô e Diego Tardelli e o lateral-direito Marcos Rocha fizeram os gols do Galo. As duas equipes se enfrentarão novamente no próximo domingo, às 16h, no Mineirão. O Galo pode ser derrotado por até dois gols de diferença que levará o troféu para a Sede de Lourdes. A Raposa, por sua vez, necessita vencer por três de vantagem para ficar com o título.
O primeiro tempo foi todo ditado pelo mandante. Maestro da equipe alvinegra, Ronaldinho foi o responsável pelas principais oportunidades de gol. Apenas nos 45 minutos iniciais, o camisa 10 deixou Jô (duas vezes), Diego Tardelli e Gilberto Silva em condições de marcar.
Além dos passes milimétricos, o craque atleticano teve a sua chance de balançar a rede. Contudo, foi claramente segurado pelo lateral-direito Ceará, enquanto Fábio colocou a bola para fora. O árbitro Luiz Flávio de Oliveira nada assinalou no lance, que ocorreu aos 11 minutos. Antes, o atleticanos também reclamaram um pênalti sofrido por Bernard.
A torcida atleticana, todavia, não demorou muito para comemorar. Quatro minutos após a infração não marcada, o centroavante Jô recebeu ótimo passe de Ronaldinho e balançou a meta adversária.
Depois do gol, o Galo continuou sobrando em campo. O goleiro Fábio, pelo lado da Raposa, fez excelentes defesas e evitou que o revés fosse ainda maior na etapa inicial.
Na volta do intervalo, com o intuito de alterar o panorama ofensivo, o técnico Marcelo Oliveira colocou Ricardo Goulart e Egídio nas vagas de Éverton Ribeiro e Everton, respectivamente. As mudanças do treinador foram prejudicadas logo aos nove minutos, quando Bruno Rodrigo cometeu falta em Ronaldinho e recebeu o segundo amarelo, sendo expulso do compromisso.
Com um atleta a mais, o Atlético diminuiu o seu ímpeto. As tentativas de marcar não foram tão frequentes como no primeiro tempo. O Cruzeiro, por sua vez, melhorou no confronto e, inclusive, acertou a trave esquerda do goleiro Victor com o meia-atacante Diego Souza, aos 15 minutos.
Apesar do esboço de melhora da Raposa, o time da casa recuperou a sua intensidade e balançou a rede adversária novamente. O craque Ronaldinho deu nova assistência. O autor do gol, porém, foi o atacante Diego Tardelli, bem posicionado na jogada.
A festa da torcida alvinegra ficou completa aos 33 minutos da etapa complementar, quando Marcos Rocha aproveitou o rebote de uma cabeçada de Jô e adentrou a meta defendida pelo goleiro Fábio.
Além do triunfo, o Galo quebrou a invencibilidade da Raposa, que já durava 15 jogos, desde a estreia do Campeonato Mineiro.
FICHA TÉCNICA
ATLÉTIC0 3 X 0 CRUZEIRO ATLÉTICO: Victor; Marcos Rocha, Réver, Gilberto Silva e Richarlyson; Pierre (Josué – 13’/2ºT), Leandro Donizete (Rosinei – 43’/2ºT), Bernard (Luan – 39’/2ºT), Ronaldinho e Diego Tardelli; Jô. Técnico: Cuca.
CRUZEIRO: Fábio; Ceará, Bruno Rodrigo, Léo e Everton (Egídio – intervalo); Leandro Guerreiro, Nilton, Éverton Ribeiro (Ricardo Goulart – intervalo) e Diego Souza; Dagoberto (Bruno Rodrigo – 12’/2ºT) e Borges. Técnico: Marcelo Oliveira.
Os seus discípulos disseram: “Agora, sim, falas abertamente, e não em figuras. Agora vemos que conheces tudo e não precisas que ninguém te faça perguntas. Por isso acreditamos que saíste de junto de Deus!” Jesus respondeu: “Credes agora? Eis que vem a hora, e já chegou, em que vos dispersareis, cada um para seu lado, e me deixareis sozinho. Mas eu não estou só. O Pai está sempre comigo. Eu vos disse estas coisas para que, em mim, tenhais a paz. No mundo tereis aflições. Mas tende coragem! Eu venci o mundo”.
Oração
Pai, fica comigo, assim como estiveste com Jesus, e sê meu protetor quando se levantarem contra mim as forças hostis a teu Reino. E que eu seja capaz de vencê-las!
Comentários
A incredulidade dos discípulos se transforma em fé
Já o dissemos que se trata de um novo tempo, o tempo em que a incredulidade dos discípulos foi transfigurada em fé: “Agora, sim, falas abertamente, e não em figuras” (v. 29); “... vemos que conheces tudo…” (v. 30a); “Por isso acreditamos que saíste de junto de Deus” (v. 30b). A incredulidade impede de ouvir pacientemente; impede de receber o que é de Deus como dom, e de penetrar profundamente no mistério de Deus. A incredulidade faz das palavras de Jesus um enigma “Credes agora?” (v. 31). Trata-se de uma ironia, pois os discípulos abandonarão o Senhor (cf. v. 32a).
A incredulidade é origem do medo; ela impede de olhar, primeiro, para o outro. Os discípulos terão que passar pela dura prova de paixão e morte de Jesus para poder chegar à verdadeira fé. Em contraposição ao abandono dos discípulos está Deus, o Pai: “Mas... o Pai está sempre comigo” (v. 32c). É a confiança do Filho no Pai (v. 32b), pois o Pai não abandona o seu Filho.
É o Ressuscitado que encoraja a comunidade dos discípulos nas provações decorrentes da participação na vida de Jesus Cristo: “No mundo tereis aflições. Mas tende coragem! Eu venci o mundo” (v. 33bc).
Somente apoiada na palavra do Cristo é que a comunidade encontra a verdadeira paz (v. 33a).
Carlos Alberto Contieri, sj
Comentário do Evangelho
TENHAM CONFIANÇA!
Os discípulos, nem de longe, podiam imaginar o futuro que teriam pela frente. Intelectualmente, deram mostras de ter entendido os ensinamentos de Jesus, chegando mesmo a proclamar sua condição de enviado de Deus. E depois, quando se apresentasse a ocasião de dar testemunho público desta verdade, estariam preparados para tal desafio?
O Mestre não tinha nenhuma dúvida a este respeito. Ao chegar a hora de se declararem discípulos seus, haveriam de debandar e deixá-lo sozinho. Triste constatação para quem se julgava sintonizado com Jesus!
O realismo do Mestre não lhe permite desesperar, por causa disto. Embora sabendo que seria vítima do abandono do grupo escolhido e preparado por levar adiante sua missão, exorta-o à confiança.
Seguros quanto ao poder de Jesus sobre o mundo, os discípulos se julgavam em condições de enfrentá-lo, sem temer suas investidas e ameaças de morte. O gesto mesquinho da fuga poderá ser irrelevante, se forem capazes de retomar o projeto do Senhor e levá-lo destemidamente adiante.
A morte e a ressurreição de Jesus significam sua vitória sobre o mundo, e a desarticulação dos esquemas mundanos. Quem se confia ao Ressuscitado, apesar da ferocidade do inimigo, pode estar certo de que irá vencê-lo. A vitória de Jesus sobre o mundo foi definitiva.
Oração
Espírito de luta, que eu não me deixe intimidar pelo mundo; antes, dá-me suficiente coragem para que eu possa enfrentá-lo e vencê-lo.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).
“Em verdade, em verdade, vos digo: chorareis e lamentareis, mas o mundo se alegrará. Ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria. A mulher, quando vai dar à luz, fica angustiada, porque chegou a sua hora. Mas depois que a criança nasceu, já não se lembra mais das dores, na alegria de um ser humano ter vindo ao mundo. Também vós agora sentis tristeza. Mas eu vos verei novamente, e o vosso coração se alegrará, e ninguém poderá tirar a vossa alegria. Naquele dia, não me perguntareis mais nada.”
Oração
Pai, não permitas que jamais a tristeza e o pranto tomem conta do meu coração. E que a fé na Ressurreição seja, para mim, motivo de perene alegria.
Comentários
A irrupção da vida transfigura o sofrimento e dá a alegria, que ninguém pode tirar.
A tristeza do discípulo ocupa um bom espaço no longo discurso de despedida de Jesus. Tristeza causada pela paixão e morte de Jesus, mas também pela perseguição da qual a Igreja de fiéis do primeiro século é vítima. A tristeza que abate e imobiliza não é de Deus. A tristeza que provém de indignação, ao contrário, vem de Deus, pois ela move o coração do ser humano a ser solidário com os que sofrem. A alegria, dom do Ressuscitado, é a que deve fortalecer os discípulos em meio às perseguições e ameaças.
O sofrimento dos discípulos é comparado à mulher que dá à luz (cf. v. 21). A vida para vir à luz passa pelo sofrimento. A irrupção da vida transfigura o sofrimento, enxuga as lágrimas e dá a alegria, que ninguém, nem mesmo o sofrimento causado pela fidelidade a Deus, pode tirar (cf. v. 22).
Para quem vive segundo o Espírito de Deus, é possível manter a alegria e a paz no sofrimento e na perseguição. Isto é um dos efeitos da Ressurreição de Cristo em nossa vida.
Carlos Alberto Contieri, sj
Comentário do Evangelho
UMA FELIZ COMPARAÇÃO
A situação de uma mulher em trabalho de parto serviu para ilustrar a situação dos discípulos às voltas com o mistério pascal. Esta imagem, simples de ser entendida, devia levá-los a intuir o sentido das palavras enigmáticas de Jesus. Era mister compreender devidamente as exortações do Mestre, para evitar futuras decepções.
Todo o processo do parto transcorre em meio a dores e sofrimentos. Hoje, a medicina procura aliviar, ao máximo, esses sofrimentos, realizando partos indolores. Isto não significa negar que o parto seja, por si, doloroso. O grau de suportação da mãe torna-se quase infinito, quando ela pensa no desfecho do seu sofrimento: a vinda de um ser humano ao mundo. A expectativa do filho, que está para nascer, leva-a a relativizar sua dor.
Os discípulos passariam por uma experiência parecida com essa. O mistério pascal teria seu componente necessário de sofrimento e de tristeza. Não seria possível prescindir deles, nem abrandá-los. Uma dor cruel esperava-os, ao contemplar o próprio Mestre pendendo de uma cruz. Entretanto, algo de sumamente importante aconteceria no final de tudo isto: o Pai haveria de restituir-lhe a vida. Para os discípulos, a esperança da ressurreição não lhes suavizou a dor de ver o amigo crucificado, mas devolveu-lhes a alegria, e uma alegria tal, que dela ninguém jamais poderá privá-los.
Oração
Espírito de felicidade, que a certeza da ressurreição me ajude a suportar as dores e os sofrimentos, sem desfalecer.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).
Mais de 800 pessoas morreram no desabamento do prédio em Bangladesh que abrigava várias confecções têxteis, de acordo com um balanço divulgado nesta quarta-feira pelos militares do país. O Ministério da Indústria Têxtil anunciou o fechamento de 18 fábricas.
“Um pouco de tempo, e não mais me vereis; e mais um pouco, e me vereis de novo.” Alguns dos seus discípulos comentavam: “Que significa isto que ele está dizendo: ‘Um pouco de tempo e não mais me vereis, e mais um pouco, e me vereis de novo’ e ‘Eu vou para junto do Pai’?” Diziam ainda: “O que é esse ‘pouco’? Não entendemos o que ele quer dizer”. Jesus entendeu que eles queriam fazer perguntas; então falou: “Estais discutindo porque eu disse: ‘Um pouco de tempo, e não me vereis, e mais um pouco, e me vereis de novo’? Em verdade, em verdade, vos digo: chorareis e lamentareis, mas o mundo se alegrará. Ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria”.
Oração
Pai, que o meu testemunho de vida cristã seja tal, que as pessoas possam “ver” Jesus nas minhas palavras e nos meus gestos de amor ao próximo.
Comentários
Jesus abre os discípulos para uma esperança nova
O versículo 16 do nosso texto corresponde ao que nos sinóticos se chama de anúncio da paixão, morte e ressurreição do Senhor (Mc 8,31ss; Mc 16,21ss; Lc 9,22). A pergunta dos discípulos (v. 18) declara a incompreensão deles. É o que no v. 12 é dito nestes termos: “Tenho muitas coisas a vos dizer, mas não sois capazes de compreender agora”.
Jesus toma a iniciativa de responder às dúvidas dos discípulos (v. 19). Sua resposta abre os discípulos para uma esperança nova, que poderíamos, à luz do v. 20, exprimir deste modo: o que é primeiro (sofrimento dos discípulos; alegria do mundo) não é definitivo; é só aparência, e, como tal, passa. O que num primeiro momento parece vitorioso, será revelado como derrotado. A morte, o sofrimento, a tristeza não são a última palavra da existência humana: “Ficareis tristes, mas a vossa tristeza se transformará em alegria” (v. 20).
A vida de cada discípulo, e a de toda comunidade cristã, deve ser vivida como uma Páscoa.
Carlos Alberto Contieri, sj
Comentário do Evangelho
DA TRISTEZA À ALEGRIA
A linguagem enigmática de Jesus deixava confusos os discípulos. Estando para concluir seu ministério, referia-se a um tempo de separação, seguido de um tempo de reencontro. Falava em ir para o Pai. No ar, pairava algo de abandono, de ruptura. Os discípulos não se sentiam preparados para enfrentar esta realidade. Também não estavam em condições de compreender o que se passava com Jesus.
O pano de fundo das palavras de Jesus tem a ver com o destino de morte e de ressurreição que o esperava. O tempo da não-visão corresponderia à experiência de morte a ser enfrentada por ele. Sem o apoio de sua presença, a comunidade ficaria exposta à tristeza, à confusão, e à zombaria do mundo.
Julgando ter alcançado seu objetivo de eliminar o Filho de Deus, seus inimigos teriam motivos para se alegrar com o desespero dos discípulos.
O tempo da visão correspondia à Páscoa. Momento de reencontro do Senhor com sua comunidade, sem as limitações do tempo e do espaço. E, por isso, motivo de alegria para os discípulos. Pelo contrário, tempo de tristeza para o mundo, que verá frustrados todos seus intentos de eliminar o Filho de Deus. Ver-se-á derrotado, quando pensava ter sido vitorioso.
A alegria sucede à tristeza. Ela é o ponto de chegada para o discípulo que sabe compreender o sentido da morte de Jesus, e se prepara para acolhê-lo na Ressurreição.
Oração
Espírito de júbilo, transforma, em alegria, a tristeza de meu coração, fazendo-me compreender que o Ressuscitado está vivo, no meio de nós.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).
“Tenho ainda muitas coisas a vos dizer, mas não sois capazes de compreender agora. Quando ele vier, o Espírito da Verdade, vos guiará em toda a verdade. Ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo quanto tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu para vos anunciar. Tudo que o Pai tem é meu. Por isso, eu vos disse que ele receberá do que é meu para vos anunciar.”
Oração
Pai, que o Espírito me ensine toda a verdade e me revele às coisas que hão de vir, para que eu possa enveredar, com toda segurança, pelo caminho que é Jesus.
Comentários
No Espírito Santo Jesus continua falar, ensinar e agir
As palavras de Jesus não se limitam ao tempo de sua vida terrestre. Sentado à direita do Pai e estando presente no meio de nós, o Ressuscitado continua a falar. É no Espírito Santo que ele fala, ensina e continua a agir.
No texto de hoje, o “Espírito da verdade” continua e prolonga na história a missão e a palavra de Jesus. O Espírito guia, isto é, é ele quem revela a verdade de Cristo, e faz vir à luz o sentido de suas palavras. Ele é guia porque remete o discípulo ao seu Senhor. Assim como Jesus, o som do Espírito que ressoa em toda terra é de Deus, fala do que tiver ouvido e abre a pessoa para o futuro (cf. v. 13). O Espírito Santo é fiel. Ele é portador não só da Palavra do Ressuscitado (cf. v. 14), mas também do mistério de Deus. Sua ação em nós conduz-nos ao conhecimento de Deus.
Carlos Alberto Contieri,sj
Comentário do Evangelho
O PARÁCLITO GLORIFICA JESUS
Um dos efeitos positivos da ação do Paráclito seria o de levar os discípulos a descobrirem a verdadeira identidade de Jesus, desfazendo as falsas idéias decorrentes da morte de cruz. Esta reduzira Jesus à extrema fraqueza e impotência, num quadro de humilhação. O Paráclito reverteria este quadro. Como Espírito da Verdade, ajudaria os discípulos a desfazer os equívocos em torno da pessoa de Jesus, revelando-lhes sua glória.
Ele ensinaria aos discípulos toda a verdade, possibilitando-lhes assumir uma postura realista em relação ao Mestre, não mais de desilusão, e sim, de esperança. As palavras deste Espírito ser-lhe-iam sugeridas pelo Pai. Bastava dar-lhe ouvido. Escutando-as, atentamente, os discípulos poderiam conhecer o que o Pai tinha a dizer em favor de Jesus. Aí estava a verdade!
O Paráclito lhes descortinaria, também, as coisas as realidades vindouras. O futuro não deve permanecer oculto para quem tem o Espírito Santo. Nisto ele glorifica Jesus, por mostrar que nem o egoísmo nem a maldade tem a palavra última sobre ser humano algum, muito menos sobre Jesus.
O discípulo não pode se enganar, quando contempla Jesus apresentado na fraqueza e na humilhação. Ao Paráclito, a tarefa de abrir-lhes os olhos para a verdade escondida no Crucificado, cuja glória esconde-se sob a cruz.
Oração
Espírito da Verdade permite-me reconhecer a glória de Jesus, para além da cruz e do sofrimento, instruindo-me com as palavras de meu Mestre e Senhor.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).
“Agora, eu vou para aquele que me enviou, e nenhum de vós me pergunta: ‘Para onde vais?’ Mas, porque vos falei assim, os vossos corações se encheram de tristeza. No entanto, eu vos digo a verdade: é bom para vós que eu vá. Se eu não for, o Defensor não virá a vós. Mas, se eu for, eu o enviarei a vós. Quando ele vier, acusará o mundo em relação ao pecado, à justiça e ao julgamento. Quanto ao pecado: eles não acreditaram em mim. Quanto à justiça: eu vou para o Pai, de modo que não mais me vereis. E quanto ao julgamento: o chefe deste mundo já está condenado.”
Oração
Pai, concede-me o Espírito que me dá forças para enfrentar e vencer o mundo, e manter-me fiel a teu Filho Jesus.
Comentários
A tristeza fecha o coração
Uma constante do discurso de despedida é a tristeza dos discípulos pela “partida” de Jesus (14,1.26; 16,6).
Com a partida de Jesus tem início outra etapa na vida dos discípulos: a do testemunho: “Se eu não for, o Defensor não virá a vós. Mas, se eu for, eu o enviarei a vós” (v. 7). É na confiança nessa promessa que os discípulos devem viver a sua vida no seguimento de Cristo. A tristeza fecha o coração dos discípulos; o Espírito, ao contrário, abre o coração para a alegria e a fortaleza em Deus.
A vinda do Espírito, que é fogo que purifica, luz que ilumina, vai revelar a verdade sobre o mundo, isto é, sobre tudo o que se opõe e resiste a Deus e a seu projeto.
O pecado do mundo, sua verdade, é revelado pela ação do Espírito; seu pecado foi e continua sendo a incredulidade. Não é Deus quem condena o mundo (cf. 3,17), mas é o mundo que resiste a Deus.
No entanto, como o evangelho é fruto da experiência pascal, o autor pode proclamar: “… o chefe deste mundo já está condenado” (v. 11). É uma forma de proclamar a vitória do Cristo Ressuscitado sobre o mal e todas as suas manifestações.
Carlos Alberto Contieri, sj
Comentário do Evangelho
O ENVIO DO PARÁCLITO
O envio do Paráclito estava condicionado à volta de Jesus para junto do Pai. Sua ação, em favor da comunidade dos discípulos, seria a continuação da de Jesus. Por isso, enquanto o Mestre esteve fisicamente junto dos discípulos, a presença do Paráclito não se revelava tão necessária como haveria de acontecer no futuro.
Um aspecto importante da ação do Paráclito estaria voltado contra o mundo, resumo de tudo quanto se opõe a Jesus e ao Reino anunciado por ele. O Espírito será o executor da sentença divina contra o mundo fechado para Deus. Agindo assim, colocará a salvo os discípulos de Jesus.
O Paráclito condenará o mundo, por três motivos:
Por ter-se fechado na incredulidade, rejeitando o Filho de Deus. É o pecado por excelência, raiz de toda ação má, por consistir no fechamento para o amor. Mais grave que o ateísmo, enquanto tal, são suas conseqüências sociais.
Por ter-se fechado na injustiça. A volta de Jesus para o Pai teria iria evidenciar os feitos malvados do mundo, para submetê-lo ao juízo divino.
Por ter-se tornado merecedor de castigo. A opção do mundo leva-o a confrontar-se com o juízo de Deus, o qual não abrandará sua severidade, quando se tratar de punir os que se recusaram a acolher seu Filho enviado.
Oração
Espírito enviado pelo Filho, para condenar rigorosamente o mundo, abre meus olhos para que eu não caia em suas ciladas perversas.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).
Apesar da ausência de Ronaldinho, Galo vence a partida e aguarda o vencedor do jogo entre Cruzeiro e Villa Nova para saber qual será o adversário da grande decisão
O Atlético é o primeiro time de Minas Gerais a garantir vaga na decisão do Campeonato Estadual de 2013. O Alvinegro entrou em campo no Independência, neste domingo, e venceu, novamente, o Tombense, com enorme facilidade. O 5 a 1 no placar foi construído com gols de Luan, Gilberto Silva, Leonardo Silva, Josué e Guilherme (Junior Negão descontou). O resultado agregado: 5 a 1.
O Galo já entrava em campo sabendo que dificilmente ficaria de fora da finalissíma, que deve ser completada com a presença do Cruzeiro (goleou o Villa por 4 a 0 e enfrenta o Leão na quarta-feira). O Atlético venceu em Tombos por 2 a 0 e poderia perder pelo mesmo placar que se classificaria. A primeira partida da decisão será no domingo que vem.
O cenário ruim para o Alvinegro foi que Bernard sentiu dores no ombro esquerdo, mesmo local de sua lesão que o deixou afastado por quase um mês. Ele foi substituído por precaução e mostrou que a estratégia de Cuca em escalar força máxima (R10 foi o único poupado) foi extremamente arriscada.
Passeio do Galo e susto de Bernard
Logo na saída de bola, ficava visível qual seria a proposta do Atlético. Toque de bola com tranquilidade até achar os espaços no time adversário. O Tombense, em busca do improvável, não representou a mínima resistência para as jogadas laterais do Alvinegro. O criticado lateral Marcos Rocha calou a boca de parte da crítica ao tocar perfeitamente para Luan desviar logo aos dois minutos.
Dez minutos depois, o mesmo camisa 2 se tornava o homem do jogo ao fazer cruzamento perfeito para Gilberto Silva marcar seu primeiro gol na volta ao Atlético. O zagueiro, inclusive, mostrava facilidade de marcar os atacantes Junior Negão e Adeilson, fracos na condução da bola e na tentativa de dribles.
Sem ver a cor da bola, o Gavião Carcará partiu para as pancadas. Três amarelos distribuídos em pouco tempo. Mesmo assim, o Galo não diminuiu o ímpeto. Em cruzamento de falta de Tardelli, Léo Silva fez mais um, de cabeça.
O único momento ruim na partida, para o Galo, foi quando Bernard voltou a sentir dores no ombro esquerdo e pediu para sair. Guilherme entrou em seu lugar e foi fortemente vaiado pela maioria dos torcedores presentes no Independência. Antes disso, porém, outro aspecto negativo é o gramado do Independência, que passa por processo de conservação com presença de adubo granulado (deixa a grama arenosa)
O alerta foi ligado na comissão técnico do time mandante e Diego Tardelli, outro titular que voltou de lesão, saiu para a entrada de Rosinei.
Guilherme: assistência e gol
No segundo tempo, o Tombense desistiu de atacar e se concentrou apenas em destruir as jogadas do Galo. Mas a diferença técnica e de percepção tática era enorme entre os rivais.
Guilherme, muito vaiado, conseguiu acabar com parte das críticas da Massa. O jogador deu um belo passe para Josué ampliar. O volante já tem dois gols pelo Galo, contra nenhum de Pierre (um ano e nove meses) e dois também de Donizete (um ano e cinco meses de clube).
Contudo, quando aplicou a goleada, o Galo passou a diminuir a velocidade e deu o contra-ataque para o Tombense. Marcelo Cabo teve estrela ao colocar o jovem atacante Alex. Na primeira jogada dele, sofreu falta dentro da área de Leonardo Silva. O artilheiro Junior Negão fez o oitavo gol dele no Mineiro e o gol de honra do Gavião.
Mas, se de pênalti o Atlético levou gol, foi de pênalti que fez mais um. Em um gesto de solidariedade dos jogadores e da torcida, a cobrança ficou a cargo de Guilherme, que não errou a chance de diminuir a polêmica causada pelo seu empresário.
Ficha técnica
Atlético 5 X 1 Tombense
Local: Estádio Independência, Belo Horizonte (MG)
Data e Hora: 5/5/2013 - às 16h (de Brasília)
Árbitro: Renato Cardoso Conceição (CBF/FMF)
Auxiliares: Flamarion Sócrates da Silva (FMF) e Breno Rodrigues (CBF/FMF)
Cartões amarelos: João Guilherme, Willian, Beto e Serginho (TOM); Pierre e Luan (CAM)
Atlético: Victor, Marcos Rocha, Leonado Silva; Gilberto Silva e Richarlyson, Pierre e Josué; Diego Tardelli (Rosinei, Intervalo), Luan e Bernard (Guilherme, 27´/2ºT); Jô (Alecsandro, 25´/2ºT) - Técnico: Cuca
Tombense: Marcelo Carné, Leonardo, Willian, Ramon e Beto (Ari, Intervalo); Serginho e João Guilherme (Lucas, 32´/2ºT), Joilson e Betinho (Alex, 23´/2ºT); Junior Negão e Adeilson - Técnico: Marcelo Cabo. Lance (domtotal.com)
“Quando, porém, vier o Defensor que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai, ele dará testemunho de mim. E vós, também, dareis testemunho, porque estais comigo desde o começo.
Eu vos disse estas coisas para que vossa fé não fique abalada. Sereis expulsos das sinagogas, e virá a hora em que todo aquele que vos matar, julgará estar prestando culto a Deus. Agirão assim por não terem conhecido nem ao Pai, nem a mim. Eu vos falei assim, para que vos recordeis do que eu disse, quando chegar a hora.”
Oração
Pai, que o testemunho do Espírito cale fundo no meu coração e seja acolhido com discernimento e docilidade, de modo a consolidar minha fé no Senhor Jesus.
Comentários
A comunidade dos discípulos sob a ação do Espírito Santo
Nas proximidades da Festa de Pentecostes, a liturgia da palavra vai contribuindo conosco para podermos ir compreendendo a pessoa e a missão do Espírito Santo.
Tanto o Pai (14,26) quanto Jesus (15,26) enviam o Espírito Santo. O texto de hoje diz que é Jesus quem envia o “Espírito da Verdade” que precede do Pai. “Espírito da Verdade” (v. 26) porque “ensina e recorda as palavras de Jesus” (14,26).
O Espírito não fala de si mesmo, mas dá testemunho de Jesus, assim como a comunidade dos discípulos dará testemunho de Jesus pela ação do Espírito Santo: “... permaneçam em Jerusalém até receberdes a força do alto, o Espírito Santo, então sereis minhas testemunhas” (At 1,8). Pensando defender Deus, e o seu nome, a comunidade cristã será perseguida, expulsa da sinagoga pelos judeus, como foi perseguido e morto o Senhor. A razão da perseguição permanece a mesma: falta de conhecimento do Pai e do Filho; imagem equivocada de Deus e de seu projeto; dureza de coração.
Instruindo, assim, a comunidade, Jesus apresenta-se como verdadeiro profeta: “Eu vos falei assim para que vos recordeis do que eu disse, quando chegar a hora” (16,4; ver: Dt 18,21-22).
Carlos Alberto Contieri, sj
Comentário do Evangelho
NÃO SE ESCANDALIZAR
O risco maior a que os discípulos poderiam correr seria o de renegar sua própria fé. A isto se refere Jesus, quando falou de escândalo. Para que os discípulos o evitassem, Jesus lhes expusera, com toda a clareza, o destino de ódio e perseguição que lhes estava reservado. Mas também lhes prometeu enviar um Defensor, para estar sempre com eles.
A missão dos discípulos consistiria em dar testemunho do Mestre, sem se deixarem intimidar. Missão dura, ao se virem expulsos da sinagoga, sua comunidade de fé, ou vítimas da sanha assassina dos seus inimigos. Julgando estar prestando um serviço a Deus, banindo-os da face da terra como indivíduos blasfemos, esses não teriam escrúpulos de assassiná-los.
Então, deveriam ter fé redobrada para, por Jesus e pela causa do Reino, não desistirem da missão abraçada.
Aqui entra em jogo a própria condição de discípulo, provada pelos acontecimentos. Quem se deixou ajudar pelo Paráclito e teve sua fé reforçada por ele, fará frente às investidas dos inimigos, mantendo-se fiel a Jesus. Quem titubear, ou, pior ainda, debandar, demonstrará estar longe de ter compreendido as reais exigências do discipulado, e estar despreparado para ser discípulo.
O discípulo fiel, embora submetido a provações, não se escandaliza. Lembrando-se das palavras do Senhor, ele resiste por saber-se bem protegido pelo Espírito de Verdade, enviado pelo Pai.
Oração
Espírito de firmeza, nos momentos de provação, vem em meu socorro, para que eu não sucumba à tentação de apartar-me de meu Mestre e Senhor.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).