Aqui vou expor fatos corriqueiros de meu dia a dia. Notícias e textos de cunho religioso. Espero que algum destes possa de alguma forma lhe ajudar. Ou pelo menos, auxiliar em boas gargalhadas.
terça-feira, 11 de março de 2014
Evangelho do dia 11/03/2014
Mt 6,7-15
“Quando orardes, não useis de muitas palavras, como fazem os pagãos. [...] Vós, portanto, orai assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, como no céu, assim também na terra. O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos que nos devem. E não nos introduzas em tentação, mas livra-nos do Maligno. De fato, se vós perdoardes aos outros as suas faltas, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará [...].”
Oração
Espírito do Pai, leva-me a transformar em vida a minha oração, e a descobrir, na oração, o sentido da minha vida.
Comentários
Deixar para se ter a plenitude
Em continuidade com o episódio anterior, temos a impressão de que, no trecho de hoje, a questão da vida eterna continua, agora, na observação de Pedro. Esse diálogo dá a Jesus a possibilidade de afirmar que, deixando tudo, em razão do chamado ao seu seguimento, é que se tem o cêntuplo (v. 30). Deixar para ter a plenitude. “Cem vezes mais” não é uma operação matemática; ela simboliza que no seguimento de Jesus Cristo, e para além do tempo de sua vida terrestre, tudo adquire sentido para o discípulo e tudo ocupa o seu devido lugar. A recompensa do discípulo é o chamado a seguir Jesus e o próprio seguimento, pois ele permite a graça de viver a vida do Senhor. A recompensa não é acerto de contas por algo realizado e merecido. Na vida cristã a recompensa é um dom de Deus. A vida eterna, enquanto dom, é a comunhão com o Pai e o Filho (cf. Jo 17,2-3) no Espírito Santo. Nesse sentido, ela não é um dom exclusivo para a “outra vida”, mas uma graça dada na provisoriedade do tempo para que se possa desejar essa comunhão na eternidade, onde nossa vida será plenamente transfigurada em Cristo.
Carlos Alberto Contieri, sj
Comentário do Evangelho
REZAR COM SIMPLICIDADE
Os discípulos de Jesus foram orientados a não rezar como os gentios que pensavam poder convencer Deus e atrair seus favores, à custa de muito falar. Existia, também, os que se dirigiam a Deus em altos brados, como forma de se fazerem ouvir. Apesar de o Mestre ter atribuído esta forma de rezar aos pagãos, o que ele estava condenando, agora, era a forma acintosa de rezar, praticada por certos fariseus. Quem se vangloriava da própria prática religiosa, estava longe de rezar de maneira conveniente. Faltava-lhes rezar com simplicidade.
A oração que Jesus colocou nos lábios dos discípulos pode ser definida como a oração dos simples. Por um lado, ela é calcada na absoluta confiança no Pai, de quem se espera tudo, por saber ser ele a fonte de todos os bens. Por outro lado, suas palavras correspondem ao que é essencial na relação do ser humano com Deus, com o próximo e com os bens da criação, de modo especial, o pão cotidiano.
Seria um erro fatal confundir a oração ensinada por Jesus como escola de conformismo e alienação. O que o discípulo orante fala ao Pai é o que busca colocar em prática no seu dia-a-dia. Ele deve ser o primeiro a santificar o nome de Deus, a empenhar-se para que seu Reino aconteça, a fazer a vontade divina. Será sempre o primeiro a partilhar, a perdoar e a esforçar-se para não ser levado pelo espírito do mal.
Oração
Pai, coloca nos meus lábios e no meu coração as palavras ensinadas por Jesus aos discípulos, pois elas são a melhor maneira de eu me dirigir a ti.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).
segunda-feira, 10 de março de 2014
Papa vai considerar uniões homossexuais
Segundo cardeal Timothy Doland, papa quer se aprofundar sobre a questão antes de emitir juízo.
| "O papa não manifestou nenhuma posição a favor ou contra o casamento gay", afirmou o cardeal. |
Nova York - O papa Francisco quer conhecer e estudar por que alguns Estados americanos optaram por legalizar as uniões homossexuais. O objetivo é entender as motivações e os argumentos que levaram à decisão. As declarações foram feitas pelo cardeal de Nova York, Timothy Doland, à rede de televisão norte-americana NBC.
"O papa não manifestou nenhuma posição a favor ou contra o casamento gay", esclareceu o cardeal Doland, acrescentando que o que Francisco disse é que a Igreja deve procurar esmiuçar e aprofundar "as razões" que levaram políticos e legisladores a aprovar as uniões civis dos casais gays; "antes de condenar logo de cara... façamos perguntas sobre o por quê este fato está tendo o apoio das pessoas".
Na entrevista, o cardeal norte-americano afirmou também que o casamento entre um homem e uma mulher não é algo que diz respeito só à religião, aos sacramentos, mas é também um elemento que alicerça a sociedade e a cultura. Portanto é um fato também cultural. Assim, "quando se embaralham os conceitos e o significado sagrado do matrimônio, não é só a Igreja que sofre, mas também a cultura e a sociedade".
SIR/domtotal.com
Torcedor gosta mais do time do que da Seleção
| Torcedor brasileiro prefere ver o time do coração ganhar o continente a ver a Seleção conquistar o mundo |
O que o torcedor prefere? Ser campeão da Taça Libertadores da América ou comemorar o hexa da Copa do Mundo? O DomTotal.com levantou a bola ao lançar uma enquete com a questão acima. O resultado até agora é uma goleada a favor do time de coração. Até este domingo à noite, 67% votaram preferir a conquista do continente pelo clube a gritar “hexacampeão” com mais uma copa no currículo da Seleção Brasileira.
O resultado é compreensível. A Seleção é algo muito distante da nossa realidade. Joga muito pouco no Brasil e a maior parte dos atletas não atua aqui, não disputa o Campeonato Brasileiro. O jogador da Seleção está na Europa. Quem quiser vê-lo com frequência precisa morar no velho continente ou acompanhar de “perto” os campeonatos europeus na telinha.
Já com o clube acontece exatamente o oposto. Todo mundo se lembra da primeira vez que foi a campo gritar “Galooo”, “Zerooo”, “Mengoo”, “Grêmiooo”. E é algo que se repete frequentemente desde então. O torcedor, aquele fiel, não passa mais de uma semana sem ir a campo, tem camisas e mais camisas, de diferentes épocas, do time e é capaz de colecionar tudo com as cores do clube que aprendeu a amar desde pequenininho.
Também colabora para que o amor pelo clube seja maior o fato de se debater, discutir, todo dia, toda hora, a todo instante, aquele lance que culminou na vitória sofrida ou na derrota amarga. Seja no domingo, na quarta ou nos embalos de sábado à noite. E o debate aflora a paixão. Você quer sempre o seu time melhor do que o do rival. Quando ganha, logo se lembra daquele colega chato que pegou no seu pé no último clássico. Quando perde não quer nem sair de casa justamente para não ter de aguentar a gozação do dito cujo. Com a Seleção isso não acontece. Ou ganha todo mundo, ou perde todo mundo. Quer dizer, quase todo mundo.
Em Minas Gerais, por exemplo, tem acontecido um fenômeno interessante. Parte da torcida do Cruzeiro garante torcer contra o Brasil devido à injustiça da não convocação do goleiro Fábio. Já a torcida do Atlético promete apoio irrestrito à Seleção canarinho apenas quando houver um jogador do Galo em campo. Seja Jô, Réver ou mesmo Bernard, hoje no Shakhtar, da Ucrânia. Tem atleticano que vai ainda mais longe. Vai torcer pela Argentina na Copa do Mundo. Sim, nada mesmo do que a maior rival da Seleção Brasileira. Tudo porque a Argentina vai se hospedar na Cidade do Galo durante o Mundial.
Bom, é o tipo de situação que não existe certo e errado. Não há como condenar quem prefere o clube a Seleção. O amor não se explica, se sente. Mas a Copa do Mundo vem aí e a Taça Libertadores da América está aí. Talvez com a proximidade da estreia do Brasil contra a Croácia, a opinião do torcedor mude um pouquinho. A camisa amarela mais tradicional do planeta estará na moda. Torcer pela Seleção estará na moda. É certo que as arenas estarão recheadas com aquele torcedor que aparece de quatro em quatro anos, capaz de expressar o seu amor de carnaval, digo, de Copa. Mas o verdadeiro amor, aquele incondicional, tem dono. É o time do coração de cada um de nós.
Juliano Paiva escreve toda segunda-feira no DomTotal.com
Também colabora para que o amor pelo clube seja maior o fato de se debater, discutir, todo dia, toda hora, a todo instante, aquele lance que culminou na vitória sofrida ou na derrota amarga. Seja no domingo, na quarta ou nos embalos de sábado à noite. E o debate aflora a paixão. Você quer sempre o seu time melhor do que o do rival. Quando ganha, logo se lembra daquele colega chato que pegou no seu pé no último clássico. Quando perde não quer nem sair de casa justamente para não ter de aguentar a gozação do dito cujo. Com a Seleção isso não acontece. Ou ganha todo mundo, ou perde todo mundo. Quer dizer, quase todo mundo.
Em Minas Gerais, por exemplo, tem acontecido um fenômeno interessante. Parte da torcida do Cruzeiro garante torcer contra o Brasil devido à injustiça da não convocação do goleiro Fábio. Já a torcida do Atlético promete apoio irrestrito à Seleção canarinho apenas quando houver um jogador do Galo em campo. Seja Jô, Réver ou mesmo Bernard, hoje no Shakhtar, da Ucrânia. Tem atleticano que vai ainda mais longe. Vai torcer pela Argentina na Copa do Mundo. Sim, nada mesmo do que a maior rival da Seleção Brasileira. Tudo porque a Argentina vai se hospedar na Cidade do Galo durante o Mundial.
Bom, é o tipo de situação que não existe certo e errado. Não há como condenar quem prefere o clube a Seleção. O amor não se explica, se sente. Mas a Copa do Mundo vem aí e a Taça Libertadores da América está aí. Talvez com a proximidade da estreia do Brasil contra a Croácia, a opinião do torcedor mude um pouquinho. A camisa amarela mais tradicional do planeta estará na moda. Torcer pela Seleção estará na moda. É certo que as arenas estarão recheadas com aquele torcedor que aparece de quatro em quatro anos, capaz de expressar o seu amor de carnaval, digo, de Copa. Mas o verdadeiro amor, aquele incondicional, tem dono. É o time do coração de cada um de nós.
Juliano Paiva escreve toda segunda-feira no DomTotal.com
Evangelho do dia 10/03/2014
Mc 10,28-31
Pedro começou a dizer-lhe: “Olha, nós deixamos tudo e te seguimos”. Jesus respondeu: “Em verdade vos digo: todo aquele que deixa casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos e campos, por causa de mim e do evangelho, recebe cem vezes mais agora, durante esta vida – casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições –, e no mundo futuro, vida eterna. Muitos, porém, que são primeiros, serão últimos; e muitos que são últimos, serão primeiros”.
Oração
Pai, dá-me a graça de entregar-me totalmente ao serviço do Reino, sem esperar outra recompensa além de saber-me amado por ti.
Comentários
Deixar para se ter a plenitude
Em continuidade com o episódio anterior, temos a impressão de que, no trecho de hoje, a questão da vida eterna continua, agora, na observação de Pedro. Esse diálogo dá a Jesus a possibilidade de afirmar que, deixando tudo, em razão do chamado ao seu seguimento, é que se tem o cêntuplo (v. 30). Deixar para ter a plenitude. “Cem vezes mais” não é uma operação matemática; ela simboliza que no seguimento de Jesus Cristo, e para além do tempo de sua vida terrestre, tudo adquire sentido para o discípulo e tudo ocupa o seu devido lugar. A recompensa do discípulo é o chamado a seguir Jesus e o próprio seguimento, pois ele permite a graça de viver a vida do Senhor. A recompensa não é acerto de contas por algo realizado e merecido. Na vida cristã a recompensa é um dom de Deus. A vida eterna, enquanto dom, é a comunhão com o Pai e o Filho (cf. Jo 17,2-3) no Espírito Santo. Nesse sentido, ela não é um dom exclusivo para a “outra vida”, mas uma graça dada na provisoriedade do tempo para que se possa desejar essa comunhão na eternidade, onde nossa vida será plenamente transfigurada em Cristo.
Carlos Alberto Contieri, sj
Comentário do Evangelho
A MIM O FIZESTES!
Dentre os muitos desafios apresentados por Jesus aos seus discípulos, está o de identificá-lo com os sofredores deste mundo. Os famintos, os sedentos, os forasteiros, os carentes, os doentes e os encarcerados foram constituídos como mediadores do encontro com o Senhor. Que motivos teve Jesus para constituí-los em sinal de sua presença na história humana?
O ponto alto da encarnação de Jesus aconteceu, exatamente, quando ele desceu ao mais profundo do sofrimento humano. Quando, na paixão, Jesus sofreu os horrores da fome, da sede, da nudez, do encarceramento, sem contar os ultrajes e as humilhações de seus inimigos, a negação, a traição e o abandono de seus amigos, ele expressou, em grau eminente, sua condição de Filho de Deus, fiel até a morte. Por isso, escolheu a todos quantos se encontram em situação semelhante, para interpelarem os cristãos, exigindo deles uma resposta concreta de amor. Aquilo que os cristãos não fizeram pelo Senhor, quando padeceu as agruras da paixão, podem fazê-lo agora, servindo ao irmão sofredor. O próprio Jesus garante que quem serve ao sofredor está servindo a ele mesmo. O Evangelho não aponta outro caminho de servir a Jesus, pois o Senhor quis identificar-se com quem padece o que ele mesmo padeceu.
Confrontar-se com o irmão sofredor é confrontar-se com o próprio Jesus que sofre e nos desafia a sermos solidários com ele, em sua paixão.
Oração
Espírito de amor, ensina-me a descobrir, no irmão sofredor, o apelo de Jesus a quem devo servir.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).
sexta-feira, 7 de março de 2014
O Rei que come animais do Reino
Roberto Carlos estimula a matança de animais em comercial veiculado em rede nacional.
Por Vera Cristofani*
Num mundo repleto de violência, um rei justo deveria usar a sua influência para dar exemplos de como acabar com ela, onde quer que seja possível, ao invés de incentivá-la. No entanto, não foi isso que vimos recentemente em relação ao rei Roberto Carlos, que diziam que era "vegetariano", isto é, talvez não comesse carne vermelha e deixou de ser para participar de um comercial de uma indústria de carne. Roberto Carlos tem sido muito criticado porque, do ponto de vista moral, do que é certo ou errado, sua atitude é realmente lamentável e inaceitável, porque é contrária ao estado de paz que todos dizemos almejar.
Um caminho que deveria ser trilhado, por ele e por todos, é em direção à justiça para os animais através da eliminação de todos os produtos de origem animal possíveis das nossas vidas, e não um retorno à celebração da carne juntamente com a promoção do seu consumo em rede nacional.
À parte o apelo dos comerciais e interesses econômicos envolvidos neles, todos nós, e não somente Roberto Carlos, deveríamos começar a pensar, de forma crítica, sobre as mensagens que têm sido depositadas em nossa mente desde a infância não apenas pelos comerciais, mas também pela família, escola e sociedade em geral.
Por exemplo, quando vemos a carne servida no prato sobre uma bonita mesa de um restaurante e estamos felizes ao lado de amigos e familiares, parecemos esquecer completamente que o que vamos ingerir é parte de um serque, como nós, sentia dor, teve uma mãe e um pai e tinha um interesse enorme em não sofrer e não morrer desnecessariamente.
Somente para satisfazer o "prazer" do nosso paladar, ele foi trazido à existência, explorado, torturado e morto. Se fosse somente um, já seria demais, porém são 150 milhões por dia, 57 bilhões de animais mortos por ano, sem contar os animais aquáticos, somente para alimentação. Um número estarrecedor de violência e morte em que participamos direta e diariamente.
Sair desse ciclo de violência não significa que deixaremos de nos alimentar bem com comidas saborosas, de ser saudáveis ou de sair para celebrar com os amigos. Só significa que já está mais do que na hora de nos posicionarmos de forma a não prejudicar os animais. Significa que temos que parar de usar os animais como se fossem coisas, como se fossem produtos e como recursos para os nossos fins.
Significa que temos que agir de acordo com aquela convicção que nos diz que é errado causar dano ao outro sem ter um motivo convincente para fazer isso. Significa que deveríamos parar de receber influências maléficas de outros e chegar à conclusão de que a coisa certa a fazer é parar de explorar e matar esses bilhões de seres sencientes através da adoção do veganismo.
*Vera Regina Cristofani é jornalista, editora do site veganospelaabolicao.org e coordenadora do Grupo de Estudos da Teoria de Direitos Animais Abolicionista de Gary Francione (GEFRAN).
domtotal.com
Papa confessa ter furtado cruz
Francisco não disse quando o episódio ocorreu, mas carrega a cruz até hoje
| Papa Francisco pegou a cruz de um padre idoso falecido que admirava Por Philip Pullella |
Em comentários de improviso feitos para sacerdotes romanos, Francisco lembrou que quando estava em sua terra natal, Buenos Aires, foi ao funeral de um padre idoso que admirava.
Ele percebeu que não havia flores no caixão. Comprou algumas e as pôs no caixão onde o sacerdote morto estava com um rosário na mão.
"De repente, aquele ladrão que todos temos dentro de nós veio à minha mente. Enquanto eu estava espalhando as flores, peguei a cruz que estava sobre o rosário e, usando um pouco de força, desprendi-a."
Francisco, que não disse quando o episódio ocorreu, acrescentou que carrega a pequena cruz consigo desde o enterro do padre a fim de lembrar dele e da misericórdia que demonstrava para com os outros.
Reuters/domtotal.com
Evangelho do dia 07/03/2014
Mc 10,28-31
Pedro começou a dizer-lhe: “Olha, nós deixamos tudo e te seguimos”. Jesus respondeu: “Em verdade vos digo: todo aquele que deixa casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos e campos, por causa de mim e do evangelho, recebe cem vezes mais agora, durante esta vida – casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições –, e no mundo futuro, vida eterna. Muitos, porém, que são primeiros, serão últimos; e muitos que são últimos, serão primeiros”.
Oração
Pai, dá-me a graça de entregar-me totalmente ao serviço do Reino, sem esperar outra recompensa além de saber-me amado por ti.
Cometários
Deixar para se ter a plenitude
Em continuidade com o episódio anterior, temos a impressão de que, no trecho de hoje, a questão da vida eterna continua, agora, na observação de Pedro. Esse diálogo dá a Jesus a possibilidade de afirmar que, deixando tudo, em razão do chamado ao seu seguimento, é que se tem o cêntuplo (v. 30). Deixar para ter a plenitude. “Cem vezes mais” não é uma operação matemática; ela simboliza que no seguimento de Jesus Cristo, e para além do tempo de sua vida terrestre, tudo adquire sentido para o discípulo e tudo ocupa o seu devido lugar. A recompensa do discípulo é o chamado a seguir Jesus e o próprio seguimento, pois ele permite a graça de viver a vida do Senhor. A recompensa não é acerto de contas por algo realizado e merecido. Na vida cristã a recompensa é um dom de Deus. A vida eterna, enquanto dom, é a comunhão com o Pai e o Filho (cf. Jo 17,2-3) no Espírito Santo. Nesse sentido, ela não é um dom exclusivo para a “outra vida”, mas uma graça dada na provisoriedade do tempo para que se possa desejar essa comunhão na eternidade, onde nossa vida será plenamente transfigurada em Cristo.
Carlos Alberto Contieri, sj
Comentário do Evangelho
CADA COISA A SEU TEMPO
A atitude de Jesus em relação aos seus discípulos deixava confundidas certas pessoas. O Mestre orientava-os de forma inusitada; seus ensinamentos não coincidiam com as estritas normas religiosas da época. Ele era suficientemente sensato para não se deixar escravizar por determinadas tradições, nem sempre observadas de maneira conveniente.
O fato de Jesus não exigir dos discípulos a prática do jejum gerava suspeitas em seus opositores. Estes não podiam entender como um rabi passasse por cima de uma tradição tão venerável, e não exigisse dos seus a prática freqüente do jejum.
A visão de Jesus projetava o jejum para além da pura ascese pessoal. Ele o relacionava com a presença do Messias na história humana. Durante o tempo da vida terrestre do Messias-esposo, não convinha jejuar, para que se patenteasse a alegria de sua presença. Ao se concluir sua missão terrena e Jesus voltar para o Pai, então, será tempo de jejuar auspiciando sua nova vinda.
A prática cristã do jejum é uma forma de manter-se sempre atento, à espera do Messias que vem. A intemperança no comer e no beber pode levar o cristão a olvidar-se do caminho traçado pelo Senhor, e a buscar uma alegria efêmera. Só vale a pena festejar, quando se tem certeza da presença de Jesus.
Oração
Espírito de sabedoria, ensina-me a compreender que a prática do jejum é um meio de preparar-me para a chegada do Messias que vem.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês)
terça-feira, 4 de março de 2014
GO: sargento da PM invade festa de aniversário e mata a própria mulher na frente dos filhos
O crime foi cometido na frente dos dois filhos do casal, de sete e dez anos, que imploraram para que Evair Januário não praticasse o homicídio. Luciele Fernandes, de 31 anos, morreu no local. O sargento foi preso em flagrante e confessou.
A família informou que eles estavam juntos havia dez anos e que a vítima tentou o divórcio várias vezes, mas sempre era ameaçada. Os parentes disseram ainda que Luciele relatava que constantemente era agredida.
Salgueiro leva o Estandarte de Ouro de melhor escola
globo.com
Turistas têm renda maior que R$ 20 mil
Renda alta e desejo de visitar outros destinos são características comuns dos estrangeiros.
| 83% pretendem fazer turismo adicional pelo país. |
De acordo com um estudo feito pelo Ministério do Turismo durante a Copa da África do Sul, renda alta e desejo de visitar outros destinos são características comuns à maioria dos estrangeiros. Visitantes internacionais da Copa das Confederações voltam para a Copa do Mundo
O Ministério do Turismo traçou o perfil do turista que visitou a última Copa do Mundo. A maioria é homem (83%), tem entre 25 e 34 anos (45%), é solteiro (60%) e estudado: 86% dos entrevistados têm ensino superior, pós- graduação ou especialização.
Um dos dados que mais chamou a atenção, no entanto, é o valor da renda familiar: a maioria dos turistas (31%) afirmou que a renda da família está acima de R$ 20 mil, podendo ultrapassar os R$ 50 mil por mês.
Também merece destaque o tempo de permanência dos estrangeiros no país. Uma parcela considerável (28%) passa entre 15 e 20 dias no destino e pretende fazer turismo adicional pelo país (83%), passando por três ou mais destinos.
O meio de hospedagem preferido do público é o hotel (69%) e o gasto médio com a viagem é de R$ 11.412,50. Os maiores gastos são com alimentação, hospedagem e transporte. Foram entrevistados 4.835 turistas de cinco continentes (África, Europa, América, Oceania e Ásia) nas cidades-sede do evento na África do Sul.
Durante a Copa das Confederações, realizada em junho de 2013 no Brasil, os 230 mil brasileiros movimentaram cerca de R$ 740 milhões, de acordo com o ministro do Turismo, Gastão Vieira. O perfil do turista, brasileiro e estrangeiro, foi monitorado pelo MTur em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE).
Entre os estrangeiros, 75,8% afirmaram que pretendem voltar para a Copa do Mundo. O turista internacional permaneceu 14,3 dias no país, bem acima da média do turista brasileiro (5,5 noites); se hospedou em hotéis (74,6%) e visitou outros dois destinos além da cidade-sede do jogo. Ao todo os visitantes estrangeiros transitaram por 132 cidades brasileiras.
Fora do circuito das cidades-sede, os locais mais visitados foram Ipojuca, em Pernambuco, onde fica o destino de Porto de Galinhas (2,7%), Foz do Iguaçu, no Paraná (2,1%) e Armação de Búzios, no Rio (1,9%). As cidades que registraram o maior gasto per capita, incluindo visitantes nacionais e de fora, foram Rio de Janeiro (R$ 948,70), Fortaleza (R$ 919,52) e Brasília (R$ 846,22).
“A Copa será um momento especial para apresentar o potencial turístico do país aos estrangeiro”, disse o ministro do Turismo Gastão Vieira. As cidades mais visitadas foram Rio de Janeiro (67,5%), Fortaleza (25,8%) e Belo Horizonte (23,3%).
Foram realizadas 15.567 entrevistas nos estádios, sendo 2.817 de pessoas que residem na unidade federativa onde o jogo foi realizado, 11.019 brasileiros de outros estados e 1.731 estrangeiros.
ASCOM/Ministério do Turismo/domtotal.com
Evangelho do dia 04/03/2014
Mc 10,28-31
Pedro começou a dizer-lhe: “Olha, nós deixamos tudo e te seguimos”. Jesus respondeu: “Em verdade vos digo: todo aquele que deixa casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos e campos, por causa de mim e do evangelho, recebe cem vezes mais agora, durante esta vida – casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições –, e no mundo futuro, vida eterna. Muitos, porém, que são primeiros, serão últimos; e muitos que são últimos, serão primeiros”.
Oração
Pai, dá-me a graça de entregar-me totalmente ao serviço do Reino, sem esperar outra recompensa além de saber-me amado por ti.
Comentário
Deixar para se ter a plenitude
Em continuidade com o episódio anterior, temos a impressão de que, no trecho de hoje, a questão da vida eterna continua, agora, na observação de Pedro. Esse diálogo dá a Jesus a possibilidade de afirmar que, deixando tudo, em razão do chamado ao seu seguimento, é que se tem o cêntuplo (v. 30). Deixar para ter a plenitude. “Cem vezes mais” não é uma operação matemática; ela simboliza que no seguimento de Jesus Cristo, e para além do tempo de sua vida terrestre, tudo adquire sentido para o discípulo e tudo ocupa o seu devido lugar. A recompensa do discípulo é o chamado a seguir Jesus e o próprio seguimento, pois ele permite a graça de viver a vida do Senhor. A recompensa não é acerto de contas por algo realizado e merecido. Na vida cristã a recompensa é um dom de Deus. A vida eterna, enquanto dom, é a comunhão com o Pai e o Filho (cf. Jo 17,2-3) no Espírito Santo. Nesse sentido, ela não é um dom exclusivo para a “outra vida”, mas uma graça dada na provisoriedade do tempo para que se possa desejar essa comunhão na eternidade, onde nossa vida será plenamente transfigurada em Cristo.
Carlos Alberto Contieri, sj
Comentário do Evangelho
A RECOMPENSA PROMETIDA
Os discípulos não se contentaram de seguir Jesus na gratuidade e lhe apresentaram a questão da recompensa pela ajuda prestada a ele. Pensando bem, os discípulos tinham razão. Para seguir Jesus, tiveram que romper os laços familiares, abandonar as atividades profissionais, deixar para trás suas propriedades e por-se à disposição do Mestre. Era justo quererem conhecer, de antemão, o prêmio reservado para si.
Jesus não descarta a questão, mas a responde de maneira enigmática. O discípulo, já nesta vida, receberá o cêntuplo de quanto renunciou e, no futuro, a vida eterna. Esta resposta deve ser interpretada não numa perspectiva puramente materialista e, sim, na perspectiva das nova relações propiciadas pela opção do discípulo. O Reino estabelece vínculos consistentes de comunhão entre seus membros, formando uma grande família onde todos se sentem irmãos, irmãos, mães, pais, filhos e filhas. Ninguém se apega a seus bens a ponto de se tornar insensível à carência do próximo. A solidariedade é um imperativo do Reino. A ruptura exigida pelo Reino, portanto, não deveria deixar o discípulo na insegurança.
A recompensa terrena prometida por Jesus chega em meio a perseguições e dificuldades. O discípulo, neste caso, dá-se conta de que o cêntuplo terreno ainda não é o bem definitivo a ser almejado. O Pai lhe reserva a vida eterna.
Oração
Senhor Jesus, possa eu experimentar, na solidariedade dos irmãos e irmãs, o cêntuplo reservado para mim, sem perder de vista a vida eterna.
(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).
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